Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada,
veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são referências, só. Ama-se pelo
cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que
provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela
fragilidade que se revela quando menos se espera.
Arnaldo Jabor
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